Maria Ivone Vairinho e Poetas Amigos

Dezembro 19 2010

 

Aos meus netos

 

Olhei para ti dormindo

Tão calmo, tão sossegado

Que pensei p'ra mim sorrindo,

Com ar assim tão sereno,

Jesús estaria a teu lado!

 

Talvez um anjo do Céu

Estivesse ao pé de ti,

Ou a Virgem com o seu véu

A cobrir o corpo teu,

Também estaria ali!

 

Então o meu pensamento

Voando logo até Deus,

Lhe pediu nesse momento,

Jesus guia os netos meus.

 

Dá-lhes um mundo de amor

Não descures um momento,

Eu vos peço meu Senhor!

 

 

Albina Dias

 

publicado por appoetas às 17:32

Dezembro 19 2010

Folia da Póvoa

 

 

Ó Póvoa menina,

Ó nobre cidade,

Sempre com orgulho

O teu povo há-de

Mostrar como é grande

O amor que sente

Pela tradição desta nossa gente.

Cidade de encanto,

De sonho e magia,

Os teus filhos sabem

Mostrar alegria,

Olhar com orgulho

O nosso passado

E, na folia da Póvoa,

O ver retratado.

Ele sente no peito

Este mar que adora...

É povo que ri,

Mas que também chora!

Quantas vezes sente

A alma sangrar,

Quando um filho seu

É levado pelo mar,

Este mar que é vida,

Que lhes dá o pão,

Mas que tantas vazes

Também é ladrão!

Póvoa, tu és uma prece

Na boca dum crente

E orgulho e carinho,

O que a gente sente.

Por isso os teus filhos

Te cantam assim!...

Viva a Póvoa!

Viva a Póvoa!

Viva a Póvoa de Varzim!...

 

Albina Dias

 

publicado por appoetas às 17:28

Dezembro 19 2010

Vagabundo

 

 

Não passas dum vagabundo

Porque andas deambulando

Pelas ruas desta cidade...

Sentado, nesse banco de jardim,

Acendendo um cigarro

Das beatas que apanhaste,

Tu passas a vida assim...

E eu pergunto, cá p'ra mim,

Se foi esta aquela vida,

Que tu um dia sonhaste!

Cresceste, sem nunca teres um carinho

Desde criança, sozinho,

Nascido da pouca sorte,

Sem pai, sem mãe, sem ninguém,

E sem amigos também,

Não encontraste o teu norte!

Buscaste a felicidade

Sem nunca a teres encontrado,

Pois pão, amor e carinho,

A vida te tem negado!

Mas tu és humano e igual,

Também tens um coração,

E eu pergunto, afinal,

Se alguém te estendeu a mão!

Chamaram-te vagabundo,

A ti, que vieste ao mundo,

Sem carinho de ninguém

Sentado ao frio,

Nesse banco de jardim...

Eu penso, cá para mim,

Se quem te tornou assim

Não é vagabundo também!

 

Albina Dias

 

publicado por appoetas às 17:25

Dezembro 19 2010

Menino  rico menino pobre

 

  

Menino que ri,

Menino que chora,

Menino que brinca,

Menino que implora!

Menino que brincas,

Na berma da estrada

Enquanto uns têm tudo,

Tu vives sem nada!

Enquanto alguns

Pensarem só em si,

Há muitos que choram,

E poucos que riem.

Menino que ris

Olha p'ra quem chora

Dá-lhe um pouco do que tens

que o mundo melhora.

O mundo é vosso...

Crianças dai as mãos

Pensai que para Deus,

Todos são irmãos! 

 

Albina Dias

 

publicado por appoetas às 17:19

Setembro 29 2010

Ninguém pode calar a voz do poeta

 

 

 

Escrevo para roubar a solidão...

Ao tempo vazio...

Para povoar de sonho,

O meu pensamento,

Mas tudo, à minha volta rodopia,

E tenta roubar a beleza ao sonho.

Não consigo escrever,

A canção da paz...

Que fervilha dentro de mim.

Essa voz é silenciada,

Por montanhas de erosão,

Que me quer calar a inspiração

Sinto abafada no meu peito,

A voz da razão...

As palavras de amor e fraternidade,

Esbarram com um mundo egoísta.

Vejo a terra regada, com sangue inocente

O homem passa pela dor, indiferente,

Destrói o que de bom existe,

E o mundo está mais triste.

Assassina os raios de sol,

Abre fendas na terra,

Ao continuar com a guerra

O poeta, a sonhar...a sonhar...

Com um mundo melhor,

Faz apelos ao amor!

O sonho não se prende,

Ninguém pode calar a voz do poeta,

Não há prisão para o pensamento.

Enquanto um pássaro voar,

Uma criança sorrir,

Um raio de sol brilhar,

A terra girar,

A poesia há - de existir,

Ninguém a fará calar!

 

 

14 de Março de 2005

Albina Dias

publicado por appoetas às 18:16

Junho 22 2010

Busco, na solidão do meu cansaço,
Um sonho que em vão acalentei:
Ver o mundo unido num abraço!
Mas esse sonho jamais o realizei...

 

A vida é composta pelo sonho
Que o poeta acalenta em fantasia...
Mas o mundo é diferente e tão medonho,
Que sonhar, sonhar sempre, eu só queria!

 

O despertar é uma dura realidade
E eu queria sempre a sonhar viver,
Porque vivemos num mundo de maldade...
Por isso eu quero, novamente, adormecer!

 

Deixem-me dormir, embalada em sonhos vãos,
Em sonhos todos nós somos irmãos,
E o despertar é dura realidade!

Eu queria sonhar sempre e assim viver...
Por isso quero novamente adormecer,
Para não viver num mundo de verdade!

 

 

Albina Dias 


 

publicado por appoetas às 18:34

Junho 22 2010

 

Tu és flor duma manhã de Abril,
Não és cravo, mas rosa perfumada,
Trazes no teu peito sonhos mil,
A liberdade daquela madrugada.

 

Tu cantas uma Primavera diferente,
Raiou nova luz, nova alvorada,
Porque no coração de muita gente
Fez-se luz, naquela madrugada...

 

E nasce em ti um pensamento novo
Porque tens sentimentos de amor,
Um grito d'alma, que é a voz do povo,
E tudo à tua volta ganha cor!

 

E vão florindo no teu coração
Flores, perfumando o teu caminho...
E de cada rosa, de cada botão,
Saem pétalas juncando o teu chão
De ternura, de amizade e de carinho!

 

 


Albina Dias

publicado por appoetas às 18:31

Junho 22 2010

 

Mulher: Esposa, mãe e companheira,
Mulher calada, sofrida tanta vez,
Que ao companheiro dedica a vida inteira,
É o ser mais perfeito que a natureza fez!

 

Mulher: Mãe, abnegação sem medida,
Pronta a dar-se, pelos filhos que gerou,
Que tanta vez esquece a própria vida
Pelo tesouro que ao peito amamentou!

 

Só a mulher pode gerar uma outra vida,
Ela é o símbolo perfeito do amor!
Ninguém como ela ama sem medida
Ao dar à luz um filho, a sentir dor!

 

Mulher: Flor, de encanto e de beleza,
Ela é amor, que aos outros sabe dar...
O ser mais belo que criou a natureza,
O mais perfeito no mistério de amar!

 

 

 

Albina Dias

publicado por appoetas às 18:28

Maio 22 2010

Do seu regaço desabrocharam rosas
Que deixaram abismado o seu senhor
Flores perfumadas tão Formosas
Foi o mais belo milagre de amor!

 

Aos pobres estendia a sua mão
Espalhando ternura em seu redor,
Ornado de beleza o seu coração
Estava acesa a chama do amor!

 

Como a água pura da nascente
Que mata a sede ao viajante
Ela matava a fome ao indigente
A sua presença era constante!

 

Era o mais belo toque d'alvorada
Seu coração a transbordar d'amor
Como uma flor pura perfumada
Deixava aroma de paz em seu redor!

 

A mais fiel e dedicada companheira
Que em Deus procurava a alegria,
Aos pobres dedicou a vida inteira
Uma entrega constante, dia a dia!

 

Mesma na dor mostrava alegria
Ao dar-se em amizade e em ternura
Porque Deus era a sua companhia
Suporte para qualquer amargura!

 

A sua vida sempre foi marcada
Pelo amor que tinha por Maria
Senhora Virgem mãe imaculada
Era o seu farol, sua luz, e guia!


Princesa Isabel de Aragão,
Rainha da paz da humildade
Que transformou em flores o pão,
Viverá para toda a eternidade!

 

Albina Dias

publicado por appoetas às 23:58

Maio 02 2010


Amor que não se cansa, que é bendito
Queria saber descrevê-lo mas decerto
Amor de mãe, não pode ser descrito!

Amor de mãe, amor sempre desperto


É puro como puro é um lírio
É rijo e forte qual granito
E doce até no seu martírio
Porque, o seu amor é infinito!

 


É sentimento que nasce em dores
O mais puro e nobre dos amores
E em dores vive, com amor profundo

 

Sentimento que é indescritível
Não se divide, é indivisível
Porque é o amor maior do mundo!

 

 

Albina Dias

publicado por appoetas às 18:18

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